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Universidade Federal do Ceará
Tupa – Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno

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Quem é Tharyn Stazak?

Data de publicação: 3 de setembro de 2020. Categoria: Quem é

Tharyn Stazak nasceu no dia 19 de dezembro de 1978 em Santa Catarina. Sempre teve vontade de estar no palco, mas a vida lhe encaminhou para a faculdade de Química. Após um acontecimento marcante em sua vida pessoal, começou a se questionar sobre qual era o seu lugar na vida, o que realmente tinha vontade de fazer. Decidiu que trancaria o curso e tentaria a faculdade de música. Porém, quando foi prestar vestibular, o curso já não existia, mas havia o de teatro. Arriscou e se inscreveu, meio tímida no início, mas com o tempo foi descobrindo o mundo teatral e se apaixonando.

Apaixonou-se pela atuação. Mesmo sendo um curso de licenciatura, não pensava na docência, queria ser atriz. Após a formatura, começou a trabalhar profissionalmente em uma companhia. Entretanto, mais uma surpresa da vida: quebrou o pé em um acidente. Nesse tempo em que ficou afastada dos palcos, fez um concurso público para lecionar na educação básica da rede pública de Santa Catarina.”em princípio eu entendia que ali era uma possibilidade, um lugar para mim, mas fui realmente começar a entender a potência da pedagogia do teatro, entender o lugar do teatro e lutar pelo lugar do teatro na escola quando eu estava lá dentro”.

A paixão pela pedagogia do teatro a levou para um mestrado na UDESC, escolha que demandou pedir exoneração do seu cargo de professora da rede pública. Depois disso, encontrou dificuldades de se recolocar no mercado de trabalho e decidiu seguir investindo na sua formação acadêmica. Foi quando ingressou no doutorado, dessa vez, em Salvador, na UFBA. A continuidade dessa história foi prestar o concurso para docente na Universidade Federal do Ceará e fincar raízes em Fortaleza. “ e de lá pra cá eu acho que é isso, não tem um lugar onde eu não deveria estar. Eu acho que eu estou no lugar que eu deveria, na verdade”.

Ao ser indagada sobre os desafios de ser artista no país, a professora-artista e pesquisadora não titubeia:  “um dos principais desafios é ter que lidar com as forças que tentam limitar os artistas ou fazer com que eles desistam dos sonhos e projetos. E, ao mesmo tempo que eu entendo a arte, o teatro como um lugar de potência política, lugar de encontro, afirmação, um campo de produção de pensamento e de criação de outro mundo possível, de outras maneiras de entender, de ver e de sonhar o real,  a gente precisa sobreviver, precisa viver dentro desse sistema que envolve um aparato de uma máquina que é capitalista. Então, acho que a tentativa de transformar a arte num mero produto do capital também entra na lista de desafios a serem enfrentados. A gente segue porque acredita nessa potência política da arte de criar mundo possíveis”.

Hoje, Tharyn Stazak é coordenadora do curso de Teatro-Licenciatura da UFC, entre as grandes motivações que encontra, destaca: “o que mais me dá forças é ver o povo florindo. Os alunos e alunas que você vê entrando no curso às vezes com uma vontade, ou às vezes com um pensamento e como esse pensamento durante a trajetória vai se abrindo, se transformando, e se complexificando. As pessoas vão descobrindo, trazendo para si essas forças e vão adquirindo cada vez mais ou vão redescobrindo essas forças em si. Depois, elas saem pelo mundo, e estão aí, conseguem alcançar outros lugares, outros territórios. Que são territórios onde eles/elas podem se espalhar; instigar e inspirar outras pessoas”.

Ao falar um pouco sobre o papel de professores e professoras, Tharryn afirma a possibilidade de inspirar outras pessoas em contraposição a ideia de se impor. “”Enquanto professor, a gente só tem que inspirar, compartilhar como foram os nosso caminhos, como a gente se constrói. E as pessoas, a partir daquilo que elas veem em nossas ações, dessa forma como percebem a gente se colocando, que elas possam se ver também como criadoras, capazes de inventar seus caminhos; e que saibam que esses caminhos não têm limites”

 

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