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Tupa – Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno

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Quem é Maestro Poty?

Data de publicação: 6 de agosto de 2020. Categoria: Quem é

Potiguar Fernandes Fontenele nasceu no dia 18 de junho de 1961, em Viçosa do Ceará. Mas é como Maestro Poty Fontenelle que ele é conhecido. Licenciado em música pela Universidade Estadual do Ceará, ele diz que a música o escolheu. Ainda criança, ele costumava brincar com recortes de filmes, de teatro imaginário, de música. “Na época todo mundo tinha que fazer uma universidade e optei pela que eu mais gostaria. Na verdade eu não escolhi ser músico. Sério, sem nenhum viés artístico, a música me escolheu para ser músico […] eu cantava quando era criancinha com cinco anos, seis anos e eu brincava com música. Então penso que estava configurado mesmo que eu ia ser músico”

Cursou Tecnologia em Estradas na Escola Técnica do Ceará, atual IFCE. Lá ele ingressou no coral da Escola, ao qual se dedicava até mais do que nos estudos. Em 1982, viajou com o grupo para uma turnê na Europa, apresentando-se em festivais na França, Espanha e Suíça. Em 1996, fez sua primeira viagem como maestro, para a Alemanha. 

Foi fundador e primeiro presidente da Federação Cearense de Coros e membro da Diretoria da Confederação Brasileira de Coros (CBC). Também fundou a Orquestra Villa Lobos, da qual é regente até hoje. Em 2019/2020 foi secretário de Cultura, Turismo e Empreendedorismo de Guaramiranga

Em 1991 ingressou no corpo docente do Curso de Arte Dramática, onde exerceu também a função de vice-coordenador. Tornou-se docente no curso de Licenciatura em Teatro da UFC, inaugurado em 2010, sendo assim um dos professores mais antigos. Ao ser questionado sobre o principal desafio no mundo teatral, Poty afirma que é a falta de público. Nos anos 40 e 50, era comum o contato com a arte, as escolas tinham auditórios com palcos que tinham apresentações de teatro e música.  Com o tempo, a arte foi marginalizada dentro das escolas. Para o maestro, o REUNI ( Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – que busca aumentar o número de alunos matriculados no ensino superior), ajudará a mudar essa realidade. Ele acredita que “Daqui a 10, 15 anos a gente começa a colher os frutos de uma nova plateia”.

“Eu acredito isso por mais que todas as coisas contra a arte isso será inevitável para resposta longa, mas é o jeito.”

O que dá forças ao professor é a perspectiva de uma nova plateia na geração que está por vir. Dar aula de música em um curso de teatro é um desafio, já que, segundo ele, os alunos ingressam no curso selecionando as matérias que deseja estudar e é natural que poucos tenham em mente ao estudo da música. “O que me dá força para ensinar no teatro é tentar colocar para esses alunos que dança, música, iluminação, cenografia, que essas coisas são complementos importantíssimos, são elementos da estrutura. Então o que me dá força é esse sonho de que nós vamos transformar toda uma geração, que vai ficar mais apta a consumir arte como sendo um produto de primeira necessidade, coisa natural, coisa comum.”

Matéria escrita por Vitória Rodrigues, bolsista de Comunicação 

 

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